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ASSOMBRAÇÕES DO TEMPO

Meu verso galopa
ao vento leste do sentimento
ruma entranhas d minha alma
leva amarguras e desejos
do cavaleiro errante que sou agora

Meu verso de pata em brasa
atravessa o continente do tempo
dando conta as assombrações
das coisas que não fui

Só tenho agora em meu alforge
feridas abertas e recordações
do que sonhei ser e hoje não sou

Meu verso entorna pelas campinas
ele é o corcel da meia noite
abre fendas, rompe trilhas
sem parada , nem guarida
sua crina relampeja pela madrugada afora

Meu verso ferro e ferradura
bebe no copo do demonio
assiste almas perdidas das canções
que ao lembrar , me calei

Nesta terra já não tenho raiz
sou como o ar que não há de se prender
só choro pelo o que quiz e não fiz


 
Sergio Cortes
Enviado por Sergio Cortes em 21/09/2005
Código do texto: T52364
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Sobre o autor
Sergio Cortes
Uberaba - Minas Gerais - Brasil, 53 anos
102 textos (4493 leituras)
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Sergio Cortes