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CHUVA DAS BÊNÇÃOS



Choveu
E a chuva lavou a terra
Mas não se fez enchente
Fez-se lixívia, como purgante
Que o intestino aterra

A chuva forte
Não é sinal de morte
É sinal de vida
A semente germina
E frutifica

O fruto é doce
A alma pura
O amor semente
Na alma da gente

A chuva acalma
Enche o rio
Pode arrastar as margens
Mas enche as barragens
De água pura
Que mata a sede
Dos que têm candura

A chuva pode ser ácida
Afinal, o homem polui
O ar que respira
Mas também exala
A poesia que embala
Um sonhar menino
Do passarinho
A ninar em seu ninho


A chuva é bênção
Ao sertanejo cansado
Humilhado
No labor diário
Quando a chuva cai
Sua tristeza se esvai
Um sorriso brota
Na alma já torta
Porque o alimento vem


A chuva é linda
Porque sempre resta ainda
No final da tempestade
Um arco-íris

Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 26/02/2005
Código do texto: T5254

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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 57 anos
11345 textos (915526 leituras)
16 áudios (8875 audições)
311 e-livros (34049 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/09/16 05:50)
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