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Oco

É uma voz oca que canta
Sem vida, sem nexo, sem som.
Um corpo sem vida dentro
Perambula na guisa da incerteza

Na arvore carrancuda,
Um pássaro sem vôo
Parece me dizer:
Meu vôo se foi e me deixou

O homem perdeu os gestos puros
Apenas um olhar parado, oco,
Pregado no horizonte sem flama
Desesperança passiva

Há no ar, uma mistura de murmúrios e soluços
Um desespero crescente esmagando corações
A poesia definha um sonho
Por entre os escombros espúrios da inércia
Como se desfolhasse um mal-me-quer



Santa Rita do Pardo – MS
22/09/2005
José Mattos
Enviado por José Mattos em 22/09/2005
Código do texto: T52738

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Sobre o autor
José Mattos
Santa Rita do Pardo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 52 anos
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