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Nárciso

Te tive tão diáfono,

Que foste embora, como um pensamento.

Estavas presente, sempre tão ausente...

Nunca esteveste comigo, verdade.

Hoje,

Meu soluço reflete,

A falta, que você me faz.

E neste contexo,

Saudade, é sinônimo de não ter mais teus braços,

A envolver meus sonhos,a aplacar a ansiedade,

Que atormenta, minha alma.

Saudade,saudade...

Sinônimo, de falta de teus beijos!

Com o vento, se foi...

Como um estranho, resurgi,

Longe de minha realidade.

Voltado, com todas as forças,

Para si...

Um nárciso em flor,refletido num lago tão próprio...

Meu amigo antigo,

Hoje, meu amor querido.

Meu coração, grita no meu peito, teu nome!

Mais, a voz de tuas verdades,

Grita mais alto.

Ele implora, chora, te pede abrigo,

Ajuda, sonho...motivo.

Sem resposta, sem volta!

Sem rumo, meu pensamento...

Procura você!

Vascilantes, sem luz,

Meus olhos, tentam resgatar tua imagem.

Que me dava coragem, vontade de proseguir,

Na busca do sol... na busca de nós!

Já não sei viver, sem teu inteiro sentimento.

Já fui tua, demais!

Me perdir de mim, procurando por ti.

E agora, vago sozinha no tempo.

No espaço, que tua ausência deixou.

Me agrego a esperança,

De que, não tenha sido,

Só um delíro, um sonho alucinado,

De meu coração solitário.

Me apego, as lembranças de nosso momentos.

O sabor dos meus beijos,

O calor das minhas mãos...

E sei, foi bom pra você...foi tão bom pra mim!

Pode ter tido só ilusão

Onde teve, tanto amor,

Só restou solidão.





Observadora
Enviado por Observadora em 22/09/2005
Reeditado em 10/05/2006
Código do texto: T52769
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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