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Aquarela de minha vida

Eu pintei, na cor que quis,

O caráter, do homem que sonhei para mim.

Vesti de encanto, meu amor querido.

Minha esperança, meu amigo.

Destinei seu sorriso.

A ser, sempre meu e num tom de paz!

Eu quis ser tão branda com as dores.

Tão sensata, na escolha das cores.

Não perguntei os teus tons.

Pintei-os por mim... para mim!

Na ânsia de colorir meus olhos,

A luz dos teus olhos,

Ofuscou-me a razão,

Fugio-me o dicernimento...

Não permitiu eu te ver,

Na cor que tu te mostras,

Na cor que vocé é!

Meus valores são meus.

Os teus, tão diversos;

Teu choro, teu riso, teu sexo...

Teus,só teus.

Minha busca pela luz,

Turva-me a  visão,

Não me permitiu ver você.

Como um ser, que vive no mundo

Ocupa seu espaço... e usa a cor que quer.

Volto-me para Deus.

Senhor me olhe, me proteje... de mim, de meus sonhos.

Organize minha vida,pois eu, não consigo sozinha.

Cicatrize essa chaga,

Que eu mesma, fiz em mim.

Hoje, não pinto mais pessoas.

Hoje, as faço em preto e branco,

As cores,nuances,enfim...

Elas mesmas escolhem, e me mostram,

Se mostram!

Eu escolho a aquarela,

Para adornar meu olhar... e só!

Observadora
Enviado por Observadora em 23/09/2005
Reeditado em 10/05/2006
Código do texto: T53149
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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