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PREVISÕES

Um dia uma cigana leu a minha mão,
E, sem delongas, disse de antemão,
Que encontraria a mulher da minha vida,
Que seria alta, bonita e decidida.

Eu não acredito em vaticínios,
Nem traçados desígnios,
Mas, ciganas não se enganam,
Com certeza também amam.

E tendo em suas mãos, as minhas,
Meu destino fielmente profetizou,
Falou de trabalho, até das vizinhas,
Disse e por fim enfatizou:

Mais vale um amor na cama
De que uma cama vazia.
É preferível amar quem nos ama,
A acordar todos os dias com azia.

Enquanto desvendava minha vida aberta,
Descobri que a cigana,
Era bonita e se chamava Ana,
Mas de codinome Roberta.

Não Seria desatino,
Encontrar na profetiza,
Que agora me enfeitiça
A mulher do meu destino?

Não. Não seria sonho,
Seria predestinação,
Algo tacanho,
Pura alienação.

Feita a previsão,
Revelou-se então a visão;
Ela era a mulher da minha vida,
Pena que eu já estava de partida.
Adão Jorge dos Santos
Enviado por Adão Jorge dos Santos em 24/09/2005
Código do texto: T53359
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Sobre o autor
Adão Jorge dos Santos
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 56 anos
70 textos (8136 leituras)
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Adão Jorge dos Santos