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TANGO AO SUL DA PÁTRIA

(para Perpétua Flores, borboleta da Casa de América)

Estás aqui desde o crepúsculo de ontem,
ventos e chuva,
quando os pombos corruptuavam
nos telhados.

Le Pera, Donato, Gardel, Astor Piazzolla,
avoengos com bordoneios de pátria.
Bandoneones, claves-de-sol.

Amadas perdas:
Eva, a irmã, seu corpo trapo sobre a cama,
gelo na cordilheira de viver.
Dom Arturo:
nem o vento a lhe soprar pela boca.

(andorinha andarenga amor dores,
sabes estar presente no coração.
Impetuosa, lhana, vento sul).

Virtual mapa de amor,
poesia tem rotas próprias,
transcendência,
blanda em sus recuerdos.

Somente senderos nulos
fachos prestes a se apagar.

Dessas tardes grises que o Sul
sabe o quanto dói.

- Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 74.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/54035
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 26/09/2005
Reeditado em 01/03/2008
Código do texto: T54035
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709611 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:44)
Joaquim Moncks