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A morte do poeta

Chora o céu desenhando em estrelas minha dor,
não há vida, somente a lua mergulhada em solidão,
vendo-a partir de mim, a saúdo com meu canto triste e mudo,
perderam-se as rimas, calaram-se os poetas no ápice da paixão.



Nos versos, antes rimando amores, hoje apenas silencio,
luto enegrecido no céu da noite, que com seu véu funesto
envolve em sombras a vida que chora a própria partida,
tudo torna-se nada na dor que me toma o corpo num simples gesto.



Torno-me sombra na noite escura onde a lua se deitou,
sigo o caminho prescrito, antes maldito por bocas proféticas
ditando meu verbo em desamores contidos em terras pérfidas ,
raízes de mim gritantes, gerando a morte no todo que sou.



Lágrimas lavam a noite sem lua do céu  que o amor construiu,
perde-se o azul no desbotado da morte que em tempestades se aproxima.
Nos cantos do mundo, o desencanto ecoando melodias mórbidas,
tocam suas notas em tristes acordes, tocando o poeta que morre em suas rimas.

***

http://acrampin.blog.uol.com.br
Aisha
Enviado por Aisha em 27/09/2005
Código do texto: T54337
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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