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O Canto do cisne




Minhas mãos estão sujas
Dos pecados que te acometi
Minhas mãos vão nuas
Como de mim tudo o que perdi.

Meus dedos são garras
O pouso de minha mão
Traz o toque da morte com ela
E eu apelo à razão
Que me leve junto a ela
Sem apelo nem comoção.

Todo eu sou sombras
Coisa informe e delicada
E quanto mais eu me conheço
Quanto mais não me mereço
Mais e mais me envelheço
Para esta vida pouco mais
Que nada..

Ah, que se me cegassem os olhos
O dia em que te vi
E que as mãos me dormissem
Ao chegar-me junto a ti –

Como não há razão
Que não supere a emoção
Outro tanto de felicidade
Esquecida na saudade.

Mas ah, tu vinhas tão linda,
Nobre, o traço esmiuçado
Que eu logo supus morrer
Para não te dar agravo
Desse teu viver.


Jorge Humberto
27, Setembro, de 2005
Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 29/09/2005
Código do texto: T54890
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Sobre o autor
Jorge Humberto
Portugal, 50 anos
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