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Um doce amargor...



Que faço, Senhor, destes cantos
Que tão gentil me regalastes?
O primeiro, doces contrastes;
O segundo, de azedos prantos!
Diga-me, que faço c'as linhas
Que despertam mágoas daninhas?
 
Se passeio nos versos funestos,
Levantam-se os velhos algozes,
E as feras carcomem, ferozes,
Os pensamentos desonestos...
Diga-me, que faço c'as linhas
Que despertam mágoas daninhas?
 
Mas, se embalo o pranto em recados
À terra, que baixinho chora,
Destes lábios meus, cor de amora,
Brotam versos ensanguentados...
Diga-me, que faço c'as linhas
Que despertam mágoas daninhas?
 
E, assim, vou provando os anseios
Sem saber quais cantam verdades;
Se os versos das doces saudades,
Se os versos dos atros receios...
Diga-me, que faço c'as linhas
Que tecem saudades minhas?
Cristina Pires
Enviado por Cristina Pires em 04/03/2005
Código do texto: T5623

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Sobre a autora
Cristina Pires
França, 50 anos
87 textos (6676 leituras)
1 áudios (37 audições)
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Cristina Pires