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Recato



Foi num impulso que adentrei seu espaço
Sem cerimônia, invadi suas fronteiras
Oferecendo prendas não solicitadas...
Ao dar-me conta, veio o embaraço
E por segundos me retraí inteira
Ao compreender como estava errada.

Ao desculpar-me o silêncio perdurou
Contando mais que palavras vãs
Deixando claro o ressentimento
Reconheci que o cristal quebrou
Entristecida em meio ao afã
Lamentei o acontecimento

Não raras vezes nos equivocamos
Ao demonstrarmos nossa afeição
Sem perceber a inconveniência
O tempo vai, então, nos ensinando
Maior recato e muita atenção
Recomendando um tanto de prudência

No meu silencio recolhi o brio
Tentando me forçar a compreender
O porte de tal inadequação
Meu coração de repente sentiu frio
Deixando de pulsar para tremer
Retomando, assim, a minha solidão.





Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 04/10/2005
Código do texto: T56768
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
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1 e-livros (148 leituras)
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Priscila de Loureiro Coelho