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ENFIM... entre algo e algures

               [ Enfim (8) ]

Em vigília
no exaurir da tarde
numa escassez
tangente à inexistência
entre algo e algures,
eventualmente em torno
de uma expectativa,
insinua-se indiferente
o resfriar do ocaso
ou estabelece-se
tão real como
um qualquer sorriso.
Mas um veemente sorriso,
até porque o tempo
também o reforça, vívido,
no rosto da gente.
E reformula-se a noite
em fantasias
muito naturalmente
tresmalhadas.

Sugere-se a penumbra
e o espreguiçar da sombra;
estabelece-se em desníveis
um langor rigoroso.
Pois que os olhos,
mais se adentrando na alma,
resguardam-se melados
para as núpcias do sonho.
Displicente oculta-se
então o olhar
por desvelo lascivo
e por mera paixão.
.
__________________LuMe
Luis Melo
Enviado por Luis Melo em 05/10/2005
Código do texto: T56844
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Sobre o autor
Luis Melo
Portugal, 59 anos
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Luis Melo