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APARÊNCIA

A estupidez desmedida
Aflora, não fica escondida
Sendo causa maior dos desatinos
Daquele que no auge do poder
Age em desalinho

Sem a sensibilidade dos mansos de coração
Não aceita que as pessoas sejam livres
Ou demonstrem sua expressão
Nega o direito do cidadão
Manipula a todos como marionetes
Exige obediência e uma quase escravidão

Aparenta ser o que não é
No rosto mostra um sorriso forçado
Que preferia conter
Falseia uma amabilidade que não possui
Oferece um aperto de mão
Que não tem sintonia com o seu coração
Discursa sobre uma prática a qual não exercita

Espalha sementes de orgulho
Que um dia virarão entulho
Esbraveja contra o pobre
Sentindo-se nobre
Põe “panos quentes”
quando a si ou aos seus convém
Esquece que o ser humano é refém
De um corpo carnal provisório

Um dia liberta, a alma
ganhará a dimensão espiritual
Na hora da verdade, crucial
Não haverá privilégio, todos serão iguais.
Selma Amaral
Enviado por Selma Amaral em 09/10/2005
Código do texto: T58213
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Sobre a autora
Selma Amaral
Arcoverde - Pernambuco - Brasil
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Selma Amaral