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ARTE POÉTICA
Gosto do verso delicado,
aquele que não precisa
de muitas palavras
para dizer
tudo;
mas aprecio
o folgo dos poetas
para quem a poesia é
uma mãe a embalar-nos...

Braços abertos dos versos
e a voz do bardo bradando
aos quatro ventos cardeais
toda a intensidade poética
dum poema que quer crer
o poder de todo um querer
que se quer infinito e forte
como se epopeia surgindo
no horizonte do seu tempo

Tempo onde o poeta ganha
a forma que procura
como um artesão que talha
a peça duma figura...
Tudo acrescento ao inicio!
O começo ressurge sempre
nesta energia capaz
o elo forte onde se lembre
esta energia na paz!

E é a guerra
para produzir no indizível
pensar que erra
uma conclusão do dizível
Ao inicio acrescento tudo!
Nada é mais inviável
do que conduzir sem ver
através dalgum viável
sentido onde se saiba ler...

Ganha o poema seu tempo
no desejo consistente tido
pelo artista que consegue
guiar a orquestra onde ele
é múltiplo instrumentista
dum maestro sublime ele
na interpretação da peça
que compõe enquanto lê
a partir da partitura Ganha

Há nos poemas verdadeiros
uma verdade
cuja veracidade
não pede ao leitor
uma crença maior que esta
de seguir a intenção
e conseguir dela retirar
na presença que lá ficou
a vida que todo o criador cria!!


http://www.usinadaspalavras.com/index.html?p=ler_texto&txt_id=6493&cat=1
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 11/10/2005
Código do texto: T58617
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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