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PACIÊNCIA
Ysolda Cabral


Hoje acordei decidida a te encontrar.
Respirei fundo, rezei e senti o Mar,
mesmo de longe, a me olhar de soslaio,
como quem diz: '' só se cair um raio!''

Não dei trela! Ele estava a zombar.
Novamente gritei: Eu vou te encontrar!
Não passará de hoje senão eu caio
de vez, e desta eu sei que não saio!

Sentindo-me livre do grande desgosto,
desde que ignorei do Mar a provocação;
vi com alegria estampada em meu rosto;

a paciência chegar meio a contragosto...
Paciência sem paciência?! Que decepção!
Encaramo-nos e sorrimos com gosto.

**********

Praia de Candeias-PE
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor

www.fugindodocontexto.blogspot.com.br

Para escutar a canção de fundo, acesse:
www.ysoldacabral.prosaeverso.net 

__________________________________

Nota:

 
No poema acima, não falo de amor e nem de ninguém. Falo de uma grande virtude que eu, decididamente, não tenho: a PACIÊNCIA. No poeminha penso encontrá-la, porém quando ela chega, já chega sem paciência e aí caímos na risada. ___ Essa questão de interpretação é complicada. Normalmente não me incomoda as interpretações que dão às bobagens que escrevo. Contudo, nesta,  achei conveniente esclarecer. Inclusive, tenho vários poemas falando deste meu defeito imperdoável. Veja abaixo! 

ASSIM... ASSIM
Ysolda Cabral
  
 
Hoje estou meio  assim... Assim.
Não sei qual a razão
e olho para dentro de mim,
penso no que ficou lá atrás
e no que está diante de mim,
daquilo que veio depois...
 
Sei que por dentro,
pouco ou quase nada mudou.
Nem minha concentração
diminuiu ou aumentou.
 
Meu imaginário, um dia espatifado,
Aprimorou-se, sem remendos!
E por ter-se espalhado
em pedaços coloridos,
desiguais e  imperfeitos,
fez do meu medo seu mais forte aliado.
 
Não se aquietaram ainda os sentidos.
Muito pelo contrário! Ampliaram-se.
Coisas sofridas foram perdidas, banidas,
para não serem mais sentidas...
Às vezes até são lembradas,
porém não mais doloridas.
 
As coisas boas?
Ah! Essas ficaram, vingaram.
E as coisas faltadas,
que serão contadas,
quando chegadas, serão acrescidas
e ficarão bem guardadas.
 
Seja em verso ou não,
seja num simples toque de mão,
ou num olhar afoito,
de pés firmes no chão
serão percebidas  se forem só paixão.
 
É que sou assim mesmo,
não quero mudar mais não.
Preciso me preparar
para as calmarias,
pois nas tempestades
sou mesmo craque.
 
Não sei esperar!
A paciência foge de mim feito louca,
zombando , tripudiando,
se arrebentando de tanto rir.
 
Mesmo forte e aguentando
sempre o tranco,
Inteira ainda estou...
Pura, casta e solta
a caminhar no meu todo,
para nunca mais me sentir
Assim... Assim...
 

 
Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 21/01/2017
Reeditado em 22/01/2017
Código do texto: T5888568
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ysolda Cabral
Recife - Pernambuco - Brasil
2174 textos (219641 leituras)
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Ysolda Cabral

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