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JANELAS de gente

Isto é mesmo connosco!
... de olhos a alternar entre
cantos, margens, plano central
tudo percorrido pela mira
das intenções e objectivos.
Disso temos de entender.
Mas há outras...

                  [ Janelas ]


Esta janela que é minha
dá para uma mais longínqua,
nem sei de quem é.
Tenho outra janela
que dá para uma praça
e essa é de toda a gente
até de mim um pouco.
Estas janelas mostram luzes
mornas e melancólicas,
de casas de gente.
Janelas que se cumprem
no quanto revelam.
Mas muito mais até:
estas janelas conseguem
desenhar na minha mente
ideias amigas,
presenças próximas
mesmo além da vista.

É verdade! São janelas
que me trazem o perfume
das algas no pontão e o cheiro
a peixe fresco na lota.
E trazem-me as falas do mar
a percussão das ondas
os coros excitados das gaivotas.

Ai!, queridas janelas,
molduras mágicas
do que me está fora;
do que se vê ou não mas sente;
do que, sublime, se pressente.
Janelas desta casa
e, enfim, da minha alma.


_____________________LuMe
Luis Melo (www.lumelo.com)
Luis Melo
Enviado por Luis Melo em 13/10/2005
Código do texto: T59240
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Sobre o autor
Luis Melo
Portugal, 59 anos
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Luis Melo