Passagem

Como por uma janela

Vejo meus sentimentos

Passando como pessoas

Sem rumo pelas ruas,

Olhando ao redor, como

Que a mostrar-me que

Posso, mesmo acolhida

Nesses vírus sombrios

De minha mente, recorrer

Aos meus cálidos amores

Mortos sempre que me

Sentir sozinha nessa

Multidão de pensamentos

A passarem silentes por mim.

Acorro sempre aos meus

Pensamentos e visões,

Passantes constantes de

Minha prisão de carne e ossos,

Que sempre passo meus

Momentos a seguir sempre

Os apagados passos que darei

Assim que me vir voando

Novamente rumo aos braços

De um frio amor que aquece

Meu coração à passagem de

Meus sangue a escorrer

De volta ao labiríntico

Santuário de secas veias.

Karen Samira Yagami
Enviado por Karen Samira Yagami em 17/05/2017
Código do texto: T6002062
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