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Impressões de Borboleta

A encontrei ali, perdida em pensamentos,
a vi triste, a noite, na janela.
Ouvi de seus lábios um sussuro, leve criatura,
solta como a névoa que pairava aquela noite

Com o olhar vago viajava para longe,
e com seu silêncio me dizia o que queria.
Era o que ela queria que me encantava,
queria ser  uma borboleta.
Voar para longe, “Ver tudo do alto”, dizia,
chegar mais longe do que jamais foi
como o canto espontâneo dos passarinhos,
que atravessa montanhas e cruza mares.

Olhando através  de sua janela ela suportava,
alimentava seu desejo mais secreto,
tão docemente como se pousasse numa flor

Numa rápida olhada no espelho se viu, mas, não se enxergou.
Minha sina quis que a entendesse,
e meu coração desejou aquecer sua alma
quisera saber o que é preciso para acalmar seu coração,
e apenas por um momento,
fazer com que olhe o mundo através de meus olhos e se enxergar como eu a enxergo.

Frequentemente a borboleta azul invade sua alma, numa absoluta necessidade de levá-la para longe
Resvalando suas asas suavemente nas nuvens,
e assim, não se cansando do mundo.

Vagava e, vagava em pensamentos,
como ser sentimental que se apega facilmente ao que  desperta o espírito dela,
quando algo a trouxe de volta,
e pousou brandamente no vaso de violetas,
no parapeito de sua janela.



(19 de setembro, 2005)
TCarolina
Enviado por TCarolina em 15/10/2005
Código do texto: T60029
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Sobre a autora
TCarolina
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 41 anos
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