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O coronel e o lobisomem

Se tiver lua cheia tem lobisomem
Se tiver coronel tem bala de prata
Quando o lobisomem uiva me assusto
Quando o coronel atira estremeço
Nem isto nem aquilo

Coronel: Talvez eu mate a lua
Talvez eu mate a noite
Talvez eu mate o sol
Assim eu acabo o coisa ruim

Lobisomem: Talvez eu não me espoje
Talvez não olhe a lua
Talvez não uive mais
Assim não tem bala de prata

Nem isto nem aquilo

Mas como ser coronel
E não ter bala de prata
Mas como ser lobisomem
E não se espojar
Nem isto nem aquilo

Talvez não sejam os dois
Talvez não sejam os uns

Talvez seja o pão
O livro
O teto
Tudo renda per capita

Meio

Talvez seja a bala
O fim
O ponto
Final.
Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 16/10/2005
Código do texto: T60098
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Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 41 anos
116 textos (5514 leituras)
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