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É quando...

 
É quando a morte chega à Feira das Vaidades
que ganha nitidez a  nossa condição.
 
É quando o sal amarga e queima as veleidades
que a morte nos reduz à nossa dimensão.
 
É quando a luz do sol, cegando o vaga-lume,
esmaga a pequenez da néscia presunção.
 
É quando por grasnar chilreio se presume
que uma qualquer lamúria intenta ser canção.
 
É quando a Lua-cheia incita à tentação
que a noite se revela enleio enamorado.
 
É quando não há mais varinhas de condão
que o charlatão se quer o príncipe encantado.
 
É quando já ninguém consegue acreditar
que o verso em armas faz da vida o seu altar.
 
 


Viana do Alentejo * Évora * Portugal
 
 
 
 
 
 
 
 
 
José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 18/10/2005
Código do texto: T60983
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
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José Augusto de Carvalho