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Poema 0141 - Vozes



Noite passada não mais ouvi minha voz,
perdi-me entre sonhos,
tudo era mais frio que de costume,
faltava meu corpo, teu corpo,
meus sentidos continuam intactos.

Pergunto aos deuses se ainda existem,
como chamar se não tenho voz,
chorar se não tenho lágrimas,
sentir se meus sentimentos são únicos...
tenho olhos, apenas olhos a procurar.

Tens a cura...
Preciso aprender a dormir, a comer,
quero andar pelo meu próprio caminho,
falta-me a coragem,
sentir-me observado, querido
ou até mesmo notado por outro amor.

Estou voltando pelo mesmo caminho,
os mesmos sonhos,
quero sentir a mulher entre meus braços,
o beijo, aquele que tomei,
todos os depois, com a boca molhada do teu gosto.

Começo a sorrir no meio da cama nua,
são lembranças de planos que jamais realizei,
talvez tenha me dado conta que estou enlouquecendo,
ainda assim, deixei o quarto à meia-luz,
são esperanças, todos os sonhos de amanhã.

Quando minha voz volta à boca,
voltarei a teus beijos,
na verdade não tenho palavras prontas,
espero-te com um gesto apenas,
nenhuma lágrima, apenas brilho nos olhos.

Quero crer que um dia voltarás,
não a voz, não os gestos,
teu amor ainda maior que antes,
infinito entre braços que a protegerão,
o amor que nos elevará aos céus, nossas vozes.

21/01/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 08/03/2005
Código do texto: T6105
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas