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Poema 0153 - Estou só...



Estou só...
Entre milhares de amantes,
impuro para teus desejos,
os silêncios são para minha boca.

Só...
Minhas asas estão negras,
sou a própria fuligem do crepúsculo,
a solidão escondeu meu sol.

Só...
Até quando teu amor voltar,
os beijos,
os carinhos que já não lembro.

Só...
Meus pés fatigados da procura,
nas mãos apenas dedos sujos,
restos de cheiros do teu corpo.

Só...
Enquanto nascem aves, flores, frutos,
sou semente reservada para o nada,
levado pelo vento sem destino.

Só...
Meus olhos se perdem na procura,
já não me lembro quem sou,
lembro que amo ou fui amado...

Só...
Não mereço as luzes dos amores?
Não mereço aquele outro beijo?
Não me condenes, deixa ser encontrada.

Só...
Até quando provar a cegueira do nosso amor,
teus olhos não se abrirão, as mãos sim,
levarás as minhas ao teu rosto...

Estive só...
Entendi que teu amor está em mim,
sinto-o como meu, apenas meu,
apesar de não sentir meu amor teu.

27/01/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 08/03/2005
Código do texto: T6118
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas