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Versos Impostores

Não quero mais os sonhos,
quero a farra dos faunos;
Não quero sons de cascatas ,
quero  a lucidêz do vinho.
Cansei de tardes morredias;
quero madrugadas eróticas.
Não mais cantarei árias,
amarei as lúbricas meretrizes,
curarei as feridas em orgias insanas,
calarei os soluços com cantigas infames.
Não mais o poeta, mas o  devasso,
não mais o pio, mas feliz incréu.
Não mais aromarei sândalos,
mas os vândalos tragos de fel.
Nem quero mais a presença
fétida da morte,
mas embriagar-me de vida
pútrida na noite dos cães.
Não quero mais poesia,
mas o silencio insepulto
das palavras,
que jazem inermes no sepulcro
de meus versos
impostores!  
gaviaopoeta
Enviado por gaviaopoeta em 23/08/2007
Código do texto: T619713
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
gaviaopoeta
Ribeirão das Neves - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
68 textos (1437 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 05:34)