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Poema mirim.

queria fazer um poema
sem dilema, emblema ou morphema,
sem grave, agudo ou médio,
nem ébrio,
nem xilema nem floema,
um poema vácuo,
ou vagarosamente sóbrio,
ou simples poema.

um esquema distenso,
relax por imposição,
quero me esturricar com calma,
ter ambíguos versos de cesário parto,
poesia (mili)métrica, racional d'alma,
poema cicatriz farto,
sexo inflável em arbusto plástico,
masturbação poema.

finalmente,

o enésimo verso metalinguagem,
o milionésimo gato a desfiar o novelo,
um carretel carrilhado,
angelical, pacífico, mas desfigurado,
poema nascido como nasce o coelho,
verso maquiavélico, rápido e certeiro,
nada de sr. platão enamorado.

e

puxando o cabresto, arreando na beira,
pisando no freio,
acabando no meio
a ânsia sem fim,
tenta o poeta aspirante
fazer gingle simples em baixo-falante,
deseja(ele) um poema mirim.
renato barros
Enviado por renato barros em 23/08/2007
Reeditado em 14/10/2008
Código do texto: T620265

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Sobre o autor
renato barros
Teresina - Piauí - Brasil, 32 anos
73 textos (3791 leituras)
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renato barros