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Léguas

Quando as lágrimas cairam e os olhos se abriram,
abriram-se muitas crateras;
Quando os olhos se fecharam e as lágrimas rolaram,
rolaram por nós as panteras;
Quando a mata foi crescendo e o sol escurecendo,
escureceram os sonhos,
Quando o amor ficou parado e o tempo estagnado,
estagnaram medonhos;
Quando veio a esperança e foi embora a lembrança,
lembraram de novo pra nós;
Quando acabou a verdade e começou a saudade,
saudaram os nossos lençóis;
E agora, quando?quando?Vamos assim perguntando,
perguntando ao coração;
E agora, vez por outra,temos a cabeça louca,
e os pés grudando o chão;
E agora cada instante,não parece ser constante,
fomos contando o desejo,
E agora cada passo,cada plano que desfaço,
parece pedir o teu beijo;
Então só sobraram as rimas e as pétalas mais finas,
vão murchando sem parar;
E agora, quando?quando?As águas que estão rolando,
vão poder nos aguar?
Fernanda Valencise
Enviado por Fernanda Valencise em 24/08/2007
Reeditado em 13/09/2007
Código do texto: T621189

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Sobre a autora
Fernanda Valencise
Recife - Pernambuco - Brasil, 39 anos
100 textos (3030 leituras)
3 áudios (77 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 07:21)
Fernanda Valencise