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Um olhar!




O olhar que brilhava em meio a tanta negritude,
Não era o mesmo de outrora, ao empalidecer do céu,
Um era oposto ao outro,
Como a treva á luz,
O bem ao mal,
O amor ao ódio,
Pois em meio às trevas eu via a luz...
E em meio às trevas eu via a luz!
E aquele olhar era mascarado,
Era um disfarce, uma mentira,
Uma fantasia até!
Era um espelho não só de uma coisa só,
Mas era reflexo de varias...
Tanto desencontro, nas coisas da vida,
Era um desejo,
Ao mesmo tempo em que uma renuncia,
Mas na verdade eram cúmplices um do outro,
Gêmeos, amantes,
Um corpo e sua sombra!
Mas havia individualidade, e na separação de um e outro, morte,
Tenho em mim o brilho da vida, mas assim tão desencontrado,
Tão mascarado e escondido, que a luz era um brilho,
E a treva um outro, era,
E nem bom, nem mal, eu tanto me pergunto:
-Que ser, humano eu sou, nesta terra?






14/04/82
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 22/10/2005
Código do texto: T62302
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edvaldo Rosa
São Paulo - São Paulo - Brasil, 55 anos
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