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A VIRGEM E A COROA - II

A Chaga viera se instalar
Virgem nenhuma poderia se curar
Nem mesmo a sacra imagem no altar
A Chaga ousava respeitar!

Tantos vieram usurpá-la
Aos milhares, famigerados surgiam
Alçavam os copos e os peitos bramiam
Bárbaros em público, a execrá-la!

Vociferavam com a escassez de luz aparente
A Virgem lhes negava o insano brilho
Que causava a prata, o ouro e o diamante
Em seus corações endurecidos pelo orgulho!

Ao contrário,
Ofereceu aos filhos da cruz
Água e aconchego
Sempre ao abrigo da luz.

A Virgem se rendeu à “destinação”
A mistura aceitou com maestria
Como sinal de  grande evolução
Ora, a chaga não manifestou alegria.

A Virgem, superior, assistiu calada
Suas filhas sangradas em terra seca
Era o princípio da veia manchada
Que até a alma o tempo resseca.

CONTINUA - A VIRGEM E A COROA - III
Paulo Araújo de Lima
Enviado por Paulo Araújo de Lima em 25/08/2007
Reeditado em 27/08/2007
Código do texto: T623934
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Araújo de Lima
São Paulo - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Paulo Araújo de Lima