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PARADOXOS


Linhas insistem na sinuosidade,
ignoram as retas.
Faminta, a fome não reage
à fartura.
Aplauso incomoda,
silêncio apraz.



Conflita a sombra com o corpo,
Sente-se invadida.
Longe dos rios a sede passa,
vive saciada.

Palavras calam-se,
vozes preferem o canto.
Frutos manifestam-se amargos,
degustados não é a meta.
O ateu devora Deus,
Deus o compreende.


Marcos Arrébola
Enviado por Marcos Arrébola em 26/08/2007
Código do texto: T624718
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Sobre o autor
Marcos Arrébola
Serra - Espírito Santo - Brasil
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Marcos Arrébola