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Rio de Contas

Parecia inesgotável
a riqueza tirada de suas águas.
Bateias, pepitas douradas,
areia, trabalho e cobiça.

Gotas de suor, gotas de dor.
Contas a prestar ao Rei.

Contas coloridas, gotas doloridas.
Lágrimas de amor, espasmos e calor.

Parecia inesgotável
a riqueza levada para Portugal.
Por bem ou por mal.
Ouro, água e esperança.

Contas a prestar, contas a levar.
Contas a contar ao Rei.

Gotas douradas, gotas doloridas.
Lágrimas, sal e saudade.

Parecia, mas não era inesgotável.
Riqueza levada, riqueza acabada.

Pelo bom, pelo mau.
Rio, água, pepitas.
Ouro, lágrimas, contas.
Sal, sol, saudade.

Hoje, Rio de Contas
- terra dos meus ancestrais -
planta flores, respeita a natureza
e colhe muita amizade.

(Para Elzeário Santos Viana, meu pai, baiano de Rio de Contas)
Rogério Viana
Enviado por Rogério Viana em 10/03/2005
Reeditado em 10/03/2005
Código do texto: T6279
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Sobre o autor
Rogério Viana
Curitiba - Paraná - Brasil, 68 anos
190 textos (43283 leituras)
2 e-livros (8647 leituras)
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Rogério Viana