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Lágrimas na noite!

O invólucro de minha dor,

É a lágrima que rola na face.

Disfarçada em cristal liquidisfeito

Que adorna minha saudade.

Alimentei uma ilusão,

E guardei no coração,

Um amor sem cor nem idade,

Um homem com versos nos lábios,

E nos olhos uma canção de esperança.

Com mãos que me tomam a sanidade,

E me enlouquece com carinhos,

Me faz navegar num mar de paixão.

Ele vêem,  me leva pelos ares...

E cavalgo nua a sua vontade!

Godiva que sou, sem medo...

Só desejo de liberdade.

Que me venha esse homem,

Mocinho – bandido,

Que me tire do sono, me leve ao abrigo do ardor,

Me cubra com seu corpo gostoso,

E me faça gritar mil delírios de amor!

Esse homem é fruto da minha,

Necessidade  de sonho.

De um poeta amoroso,

De um guardião do meu corpo

De um domador de um desejo selvagem,

Que faça sua marca em minha pele,

Que eu fique entregue,

Viajando em minhas e tuas imagens...

Suados e enlaçados.

Na noite apaixonados!

Eu choro, está noite, sozinha.

Trazendo no peito uma agonia.

E no corpo uma latente vontade,

Por alguém que me apague esse fogo.

E me seque as lágrimas,

Que teimam em rolar-me

Na minha face!
Observadora
Enviado por Observadora em 24/10/2005
Reeditado em 24/10/2005
Código do texto: T63085
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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