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O prisioneiro

O prisioneiro

Sob a força imperativa e impetuosa do destino tu te agitas como um caniço açoitado pelo temporal! Sem saber como agir, não procuras em teu interior, a força que tens para buscar a tua paz!
Não adianta contorcer-te na esperança que tua agonia comova o carrasco que lhe impõe tão severa pena, que tu pobre mancebo não tens condições de suportar.
Teus olhos imersos em lágrimas, vislumbram o céu na esperança que os deuses possam te ouvir, e não tenhas que baixar-te ante teus inimigos.
Lembra-te, no dia em que caminhastes na relva verde e macia com teu grande amor. Nunca poderias imaginar que ela, tua grande amada, debaixo da alcova que acolhestes teu cansado corpo, pudesse hoje ser o cárcere que encerra-te e  lhe  dá a  guarida impiedosa e mordaz.
Como um peregrino, buscastes saciar-te sua volúpia no mais intenso ardor das busca de teus oníricos anseios. Mas viestes da plebe e dela não consegues livrar-te, mesmo que coberto e adornado de pedras preciosas. Não consegues deixar que nos lúgubres corredores do tempo tua história, se é que hoje no patíbulo consegues lembrar que tens uma , mas não te culpes e não coloques sobre tua fronte a coroa de espinhos que dará a plena certeza de que és inocente. Muitos antes de ti, provaram o gosto amargo e indolente da decepção e da desilusão que faz homens serem meninos sequiosos e esperançosos de receber apenas um doce, e deliciar se dele.
Por trás das palavras ternas e serenas você se deixou levar, e como uma imensa correnteza, tu debatestes até o ultimo momento,na esperança de tudo quanto vistes não pudesse ser verdade. Acreditavas estar com uma princesa,mas não sabias que estavas entregue ao teu algoz.A negativa de suas palavras te iludia como o faz o ilusionista perante de uma platéia ávida por ser enganada. E se você o foi,sabia que o era. A aurora da vida é como promessa de esperanças e hoje, você pobre mancebo, só podes chorar por arrepender-se de ter tentado e lutado em busca de teus sonhos. Hoje estás alquebrado pelo tempo que te consome, como a ferrugem consome a ferragem do barco encalhado em uma praia deserta. Não adiantas  agora chorar, pois tuas lágrimas cairão no solo seco e desaparecerá, mas em teu último soluço, em teu último olhar , você ainda verá ainda o belo rosto e o sorriso que te encantastes e levou te a ruína.


Gilmar agosto 2007
Gilmar Santos
Enviado por Gilmar Santos em 31/08/2007
Reeditado em 19/03/2008
Código do texto: T632648

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Sobre o autor
Gilmar Santos
Planaltina - Distrito Federal - Brasil, 59 anos
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