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Vagalume

Sou a poça d’água que se sente Lua;
Sou o sereno roncando tempestade;
Sou a mãe que se faz Natureza;
Sou o exército, dentro de um soldado;
Sou o couraçado num barco de papel;
Sou a caminhada no primeiro passo;
Sou a montanha, em diminuta pedra.

Tudo isto eu sou
Porque tenho a suprema graça
De enxergar a estrela,
De receber reflexo da luz,
De enfrentar vendavais,
De me desdobrar em filhos,
De lutar pelos meus,
De enfrentar os mares da vida,
De vislumbrar o horizonte,
De almejar o cimo.

Ai, que meus olhos reflitam
O brilho das estrelas,
E meus lábios murmurem,
Em preces,
O preito da gratidão.
Ai que minhas mãos abençoem
Por sentirem-se abençoadas,
Que acariciem com o mesmo afago
Que recebem.
Que se façam dádivas
Que tanto receberam.
 

 

 
Christina Cabral
Enviado por Christina Cabral em 01/09/2007
Código do texto: T634148
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Sobre a autora
Christina Cabral
Aracaju - Sergipe - Brasil, 88 anos
59 textos (5769 leituras)
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Christina Cabral