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Absurdo

Poesia só é boa
Quando derrama vinho no papel
Quando o fósforo ainda em brasa
Queima o papel

E sobre a mesa
Os copos e restos de drogarias
O que diz jamais
Será o fim da romaria

O rosto, a brasa
A calada despedaçando-se
A calçada quebrando
Rupturas em seus alicerces
O fim de todos os tempos

Aquele momento
Que é só único e peculiar

Onde estava o tempo
Nessa singular observação?
Talvez perdido no espaço
Sem contar os segundos
De seus pobres relógios

E o vento, onde estava?
Talvez nos ventres dos morros
Golpeando o telhado da casa
E os topos das árvores

Vejo entranhas sucumbindo
Vejo você e seus olhos mortiços
A solução petrificada e obediente

Por onde passa
Não enxerga nada
Se olhar apenas
Com os olhos do corpo
Tem de se ver
Com os olhos da mente e espírito

Observar a luz que passa
Entre seus dedos
Que brilha nos gestos e olhares

Um fluxo simples e contínuo
Restituído e complementado
De sensações originais

Coisas que não são do corpo
Mas reflexos intuitivos da alma.

 
O que de Souza
Enviado por O que de Souza em 05/09/2007
Reeditado em 27/06/2016
Código do texto: T639807
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
O que de Souza
Curitiba - Paraná - Brasil, 30 anos
342 textos (9075 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/08/17 02:34)
O que de Souza