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Amor Imerecido

No seio da dor borrifam
gotas de esperança,
mas a lápide onde
os pés descalços
deitam é nua e fria.

Surda à voz da lume
que canta solitária,
os pensamentos vagam
nas tormentas da alma.

O pranto doce rompe a íris
e rola até desaguar
nos lábios trêmulos.

O anjo azul cruza
o vale da dor
arrastando as asas
no átrio das lamentações.

Apunhalado, ferido,
machucado,
desdobra-se
em gemidos e lamentos
que ecoam no vão
do tempo que se fez
no vazio do espaço
do infinito dos astros
e estrelas.

No rugir do vento a razão grita
que o anjo alado não merece
mais seu amor e sua dor,
por lhe plantar essa sina,
testar sua dor e contemplar
apático seu sofrimento
sem ampará-lo apesar
de suas súplicas.

Mas o coração traiçoeiro
é surdo à razão
e descamba
em amar o ser
que lhe abandona
no pátio da dor,
e lhe é indiferente...
Maria
Enviado por Maria em 06/09/2007
Código do texto: T641054
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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