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MARCHA DAS PALAVRAS


Corro para trás,
repisando a marcha das palavras.
O tempo range,
nesses ponteiros de relógio ultrajado.
O silêncio soa mais alto,
agora que tudo o mais não faz sentido.
As idéias fenecem,
desidratadas, isoladas da comunicação.
A beleza perde-se,
sem paixão que a enalteça.
A memória dos homens encolhe,
ao tamanho da idéia seguinte.
O amor, ( ah ! o amor...)
só se sente,  mas não se partilha...
A vida não se explica,
e o mundo termina nos gestos.
O tempo, num fluxo invertido,
afasta-nos do que já somos...

Morremos,
no silêncio do que não se diz !

Setembro 2007

Henrique Mendes
Enviado por Henrique Mendes em 07/09/2007
Código do texto: T642143

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Sobre o autor
Henrique Mendes
Montijo - Setúbal - Portugal, 61 anos
290 textos (14321 leituras)
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Henrique Mendes