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Lágrima

Lágrima

Acompanha a noite aflorando no peito a solidão,
deita ao lado de um vazio tão extenso e deserto,
feito monumento eterno simbolizando a opressão,
lágrima fluente, tentando estancar todo desacerto.

Amanhece num carrossel de turbulenta esperança
defronte à ausência arrasta-se ao encontro do ócio,
na vidraça o dia embaça a gota ofuscando a nuança,
lágrima caindo, essência e amor entrando feito ópio.

Adormece até o cansaço na espreita de uma ilusão,
acorda no charco afogando a dor em restrito cadoz,
incompleta e distante, desertando a própria retidão,
lágrimas, revoada de prantos tal qual preso albatroz.

Sandra Ravanini
22/10/2005
Sandra Ravanini
Enviado por Sandra Ravanini em 27/10/2005
Código do texto: T64231

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Sobre a autora
Sandra Ravanini
Campinas - São Paulo - Brasil, 52 anos
161 textos (7108 leituras)
21 áudios (608 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 00:28)
Sandra Ravanini