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Torpedos!

Caruncho na macarrônea, outros álibis,
Vaginante para esperas tardias & largas,
Espirra com a mirra, antes mesmo do sentir,
Já foi na lapela dos afogados a seco,
Perde a marca, o zelo, o selo, os meios,
Sinal de ocupado a todo fomento de toque,
Mais sinais avulsos perambulantes sem via,
Prega o que pega, furos das pagas vindouras,
Sacoleja o umbigo até formar outra trompa,
Feito tropa de choque no balaústre da toca,
Viradouros para uma esquina sem luz,
Meia hora de passagem direta, sem destino,
Como esse Don Quixote de Lugar Nenhum,
Vide como a mesma história sempre contada,
Mais engodos & confusões, língua dobrada,
Espelhos petrificados sem direito a outro beijo,
Das desculpas que vem agora, sem mesmo vir,
Enfia o telhado no chão alheio por precipício,
Conta gotas de horas perdidas, outra fração negada,
Muito doce para pouco fomento, apenas espertezas,
Mais ásperas serão o que virá depois, sem jeito,
Como marcas tão profundas, olhos fundos,
Massa com mais lágrimas do que sorrisos,
Tudo porque a teimosia ainda reina absoluta,
Sem bem quer aproveitar, então não menospreze,
Dores possuídas por invenções de última hora,
Mal pensa em cada tijolo que assenta, lado torto,
O torto que o lado fica, com tantas modificações,
Com mil demônios tanta informação fajuta,
Quando apenas a verdade é & será derradeira,
Vai passar águas salobras por esta mesma ponte,
Quando a base faltar, não sobraram espaços,
Daquilo que se atira à frente, aleatoriamente,
Pode bater repicado pelos quatro lados, ardências,
Do muito que se inventa pode perder a meada,
Falar, falando sozinho, como tudo já falado,
O que restam então, amargas sobras & solidão,
Tudo por esquecer de dizer apenas não,
Voláteis fragmentos para novas vertigens,
Alguns sentidos para testar sentimentos,
Ver a janela raiar, a fumaça esvaindo-se em segredos,
Do instante roubado por apenas querer ser feliz...
Sim lamente por tudo que apenas complicou,
Cada hora desperdiçada com inúteis recusas,
Cada momento jogado no lixo feito folha rasgada,
Cada valor trocado por um brilho sem força...
Quando a hora bater pela porta já de saída,
Talvez seja tarde para querer repetir a dose,
Deu vitória fácil para todos os fantasmas,
Agora fica com a mão estendida apenas para o ar!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 08/09/2007
Código do texto: T643388
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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