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VOCÊ... NUNCA MAIS!
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Registros que fincam doendo o coração!


Mentiras ditas no momento,

repercutentes, enxofrando a minha alma!


Depois de jogada fora a hora não adianta tentar enxertá-la com outras imposturas!...


Não se recupera a vida vivida e, pior, o que não foi vivido!


O prêmio é a cobrança da ilegítima ira motivada pelo preço de uma desprezível quantia de ida, da volta!...


Tudo se revela no atinar da fuga do seu mundo conturbado e enfadonho!


Problemas criados pelos espaços que julga possuir,

mas se esquece que ninguém pode possuí-los!... podemos, apenas e quando muito, dividi-los!


Não ensilarei o amor tentando uma forma de protegê-lo... ele não se desusa e tampouco se desgastou com a sua usura!


Guardarei todos os seus movimentos recorrentes!


No desperdício das insistentes carícias rejeitadas você conseguiu pontuar as minhas saídas...


Saí com um peso de vida indescritível chacinando o chão com rastros que furavam o mundo enterrando o meu corpo... mas segui!


Daqui chegam os seus gritos em forma de sílabas entortadas, outra vez, revelando que nada mudou!... que você não mudou, infelizmente!


Prossegue no mesmo proscênio que na cena do sempre encena a tristeza, a discórdia e a desilusão!


Não vou lhe prometer nada!... principalmente, sobre o que deixamos de experienciar nos momentos que podiam luzir como derradeiras fagulhas para a nossa alegria!...


Vou continuar seguindo,

mas levarei a lembrança de cada aceno da sua boca,

do seu franzir da tez,

da mudez gritante das mãos agredindo a cama,

das palavras escritas que servem somente para retardar esta hora...


Ultimarei todas as recordações para colocá-la no labirinto do meu medo para nunca mais ousar pensar em você!


©Balsa Melo

08.09.07 
Cabedelo - PB

BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Enviado por BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO) em 09/09/2007
Código do texto: T644722
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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