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OLHAR a mansidão das miragens

[ OLHAR ] 2

Os teus olhos siderados
enchem-se e esvaziam-se
ofegantes do pasmo
tão para lá do que se olha.
O foco transcende o alcance
de qualquer máquina alucinada
ou dessas caixas do virtual
enredadas em cabos
e arpoadas por antenas
parabólicamente paranóicas.

A percepção amesquinha-se
no escancarar das janelas
sobre a náusea da cidade;
Daí os teus olhos mansos
a respirar miragens
de um todo de vida foragida
que num sonho reata
a vivência de uma lareira.

O facto que daqui se desprende
é o teu olhar que plagia
a fundura do firmamento.
Por isso gravo na memória
o brilho, cor e serenidade
que te alindam os olhos
e inspiram tanta paixão
bem ou mal correspondida.
Para todos os efeitos
e para mim sempre serão
olhos com o encanto
de um fogo ritual e indelével.


________________________LuMe
Luis Melo [ www.lumelo.com ]
Luis Melo
Enviado por Luis Melo em 28/10/2005
Reeditado em 28/10/2005
Código do texto: T64475
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Sobre o autor
Luis Melo
Portugal, 59 anos
64 textos (2257 leituras)
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Luis Melo