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Peter Pan

Eu sou um Peter Pan às avessas...
Das mulheres conheço os pontos
De um alfabeto de vinte e seis letras
Com Cá, Dáblio e Ípsilon
Divirto-me ignorante diante delas...
Hipócrita, isso sim eu sou!
E como é bom!... Ah! Como é bom
Umedecer os lábios com a lingua
Enquanto fito um horizonte inexistente
Sabendo ser alvo de um olhar curioso...
Se me falta a beleza, a juventude
Sobra-me safadeza, atitude
E uma capacidade absurda
De dar a volta por cima
Os minutos passam, vão-se lentos
E neles consumo minha presa
Sou consumido, pobre caça!...
Mais um olhar, agora objetivo ,
E um colocado sorriso de soslaio
Não me deixa incógnito.
Foge de mim, a menina mulher
Para em segundos derradeiros
Refletir sobre um flerte
Volta-se e procura-me com o olhar...
Escapei de mim mesmo
E já caminho, vencedor,
Por uma calçada de pedras portuguesas...
Dormirei o sono de um traquinas velhaco
Márcio Ribeiro
Enviado por Márcio Ribeiro em 10/09/2007
Reeditado em 10/09/2007
Código do texto: T646929
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Sobre o autor
Márcio Ribeiro
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Márcio Ribeiro