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SOLIDÃO DE UM POETA


Numa estrada deserta
Onde a lua se faz encoberta
Vive um poeta a caminhar
Em busca de encontrar
Alguém que vá consigo
Neste solitário caminho
Que queira ser seu amigo
Esteja disposto como ele a sonhar.
Vejo em seu rosto a tristeza
Como se estivesse prezo
A um passado longínquo
Igual a um menino travesso
Que vive nestas estrada a andar
Vejo que levas na bagagem
Em seus ombros carrega a saudade
No peito tanta amargura
Me pergunto quando te vejo
Quem será a criatura,
Que te fez ficar assim
Porque tanto sofrimento!
Porque sempre vejo
Lagrimas em seu rosto a rolar.
Será tu oh! viajante...
Mais um poeta errante
Que veio de um mundo distante
Sua amada buscar!
Ouço suas cantigas
Que falam de sofrimento
Sua voz cantada ao vento
Tentando faze-la entender
Que em teu peito o amor mora
Que por favor abra essa porta
Para a dor mitigar
Dá-me um pouco de carinho
Deixe-me voltar ao nosso ninho
E com alegria voltar a te amar.
Tire-me desta estrada
Já se faz a minha jornada
Inútil se não a encontrar.
A madrugada sempre me espera
Naquela triste taberna
Sozinho naquela mesa de bar
Seu lugar ficou vazio
Nem mesmo os amigos
Tentam me consolar
Por isso preferi a estrada
Mesmo sem ser noite enluarada
Vivo sempre a te procurar
Me digas onde te escondes
Que meus lamentos não respondes
Estou prestes a sucumbir
Desde que te vi partir
Tornei-me um poeta errante
 E de mim mesmo não posso fugir.

ANGELICA ARANTES
Enviado por ANGELICA ARANTES em 11/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T648141
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Sobre a autora
ANGELICA ARANTES
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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ANGELICA ARANTES