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Almas Gémeas

A maior beleza reside no amanhecer
o Sol a nascer devagar
aquele brilho sonhado
em acentuada aproximação
pronto a entrar nesta vida
para me reencontrar
e ela deixar de andar sozinha
e eu sentir que as coincidências
as valências de almas amantes
os ciúmes indiscretos
disfarçados por ciúmes de tempos sem fim
de ausências de cetim
podem por fim terminar
em espírito e num desejo de fugir da escuridão
apanhar a luz sem perder a vida
a fugidia sensação do cansaço, da ilusão
que tudo deita a perder
esquecer, amolecer

Se ao amanhecer
encontrar o coração dela
junto ao meu cansado
de bater para o vento em rodopio
sempre em volta do mesmo sítio
sem aplicação concreta
de amor constante, presente, físico
então posso morrer feliz
e o coração parar de bater
sem ser pelo cansaço da ausência
do azedume da não presença

E é preciso morrer para obter
esta paz de espírito
de ter a alma gémea
por entre nuvens sem trovões
relâmpagos ou cisões?

Não há esperança na solidão
por mais que se lute para alcançar a luz...
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 12/09/2007
Código do texto: T649774

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (58988 leituras)
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Manuel Marques