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Altar

O calor apertou
o sorriso soltou-se
o nervoso era miudinho
assim como as venturas
da profunda acalmia
do mar e do mandamento
sagrado do altar
onde esperava
em transe de saudade
e depois fui lá fora
ninguém me prendeu
via e pensei no azar
voltei para dentro
o nervoso cresceu
deixou de ser miudinho
as mãos suavam
a Igreja tinha crescido
e o que sentia
era o corpo a voar
as lágrimas a esvoaçar
do nervoso cada vez maior
e quando a vi
o nervoso atingiu a idade adulta
as mãos tremeram de desejo
encanto e quis voar
tornar aquele momento único
para sempre e em desejo
de ainda hoje ter
o que mais nenhum de nós vai ter
depois do nervoso desaparecer
e ele desapareceu
mas o altar esse ninguém nos tira!

*foto da Igreja de Colares (Sintra-Portugal) e da deslumbrante paisagem que ainda continua por lá...
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 13/09/2007
Reeditado em 14/09/2007
Código do texto: T650325

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (58996 leituras)
50 áudios (13973 audições)
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Manuel Marques