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Muralha

Segredo velado
Lá dentro da gente
Mistério sincero
Que mais ninguém sente

Que sopra nos olhos
Que arde plangente
Que finge ser nada
No cânon da mente

Mas sempre que surge
O faz de repente
E sem que perceba
De súbito, emerge

Quem é que consegue
- Um eu consciente ? –
Fingir que o persegue
Tão perto que o sente ?

Quem é que demora
Insano, em vãos versos
Em versos que choram
Por seres perversos?

Não sei se estou certo
Mas perto estou sempre
Tão vivo e concreto
Que a dor torno ausente

Mas contra o osso
Que roes entre os dentes
Meus versos, confesso
São vãos, impotentes

Se gritas ou choras
As dores do mundo
Fecundo meu canto
Co’as dores da gente

Armado do arco
Que faz frente a tudo
Exceto à muralha
Que cega-te a frente

D.S.

Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 14/09/2007
Código do texto: T652255

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10563 leituras)
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