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Cidade de Simulação

Vivo numa cidadela desmedida
de medidas incongruentes.
Alheios residentes
e suas máscaras
transmitidas
(arrimos de hereditariedade confusa).
Bailam a melodia
muda
do irreal legítimo.
Simulam!

Posam em porcaria luxuosa
os entes camuflados,
desatentos de si
e atentos ao imediato,
ao pegado calado colado.
Vida alheia é item de vida
dessas mentes
endividadas.
Não entendem que são
defuntos falantes.
Repugnantes
se nutrirem línguas aguçadas

Ditos-cujos de um lado,
parcos.
Sombras num outro,
nulas.
Seres crédulos,
representados.

Aparentam ter o que não se têm.
Não têm!
São ausentes de uma história
presente!
Se dissimulam?
Cobrem!
Seriam presentes se dissimulassem,
fingiriam não ter o que se têm.
Mentem!

Simulando não fingem,
crêem
na hipocrisia dialética.
Adotam o fantástico
(providencial)
Vivem  (morrem?)
o mundo de Alice.
Alice que jamais desperta.

André um Jerico
Enviado por André um Jerico em 16/09/2007
Código do texto: T654712

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Sobre o autor
André um Jerico
Monte Santo de Minas - Minas Gerais - Brasil, 47 anos
56 textos (824 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 03:51)
André um Jerico