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A DIVINA CÓMEDIA

O LENÇO BRANCO AGITOU-SE NO AR,
A BOCA SECA GESTICULOU ALGUMAS PALAVRAS,
O INSTANTE CORREU SEM SINTONIA.
NÃO DESPERTEI PARA O FRAGMENTO,EM NENHUM
MOMENTO.
QUANDO DEI POR MIM,A PORTA FECHOU.
FREEI MEUS PENSAMENTOS,
ATROPELEI AS EMOÇÕES,
SUSTEI AS AÇÕES,CALEI A SAUDADE.
HOJE ,A TARDE CAIU ABAFADA ,
O FRIO GELADO QUEIMOU OS OSSOS , VEIO A NOITE,
O QUARTO DESARRUMADO CHEIRAVA A GUARDADOS.
UM PERFUME FORTE TOMOU CONTA DE TUDO.
UM CARRO PASSOU BUZINANDO LÁ FORA,
FECHEI AS JANELAS, COLOQUEI AS CORTINAS
E DIANTE DA LAREIRA, LI A DIVINA COMÉDIA.



Ecila Yleus
Enviado por Ecila Yleus em 16/09/2007
Reeditado em 05/01/2008
Código do texto: T654944

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Sobre a autora
Ecila Yleus
Recife - Pernambuco - Brasil, 65 anos
328 textos (10454 leituras)
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Ecila Yleus