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CEGUEIRA

Meus iguais estão todos num barco à deriva,
mas estranhos andróides de vidas já ganhas
têm a mesma barganha na ponta da língua;
uma pátria no bolso, mas querendo mais...
Este povo mal vive, porém se permite
abraçar as mentiras dos mesmos estranhos;
velhos novos repetem seus banhos de verbo,
novos velhos velhacos reciclam seus vícios...
Vejo então meus iguais dominados por eles,
elegendo legendas que nunca os contemplam,
delegando poderes a quem os massacra...
Via sacra de gente que acredita em lendas,
dando mais, muito mais aos que apenas usurpam,
pois parece que a vida cegou meus iguais...
Demétrio Sena
Enviado por Demétrio Sena em 16/09/2007
Código do texto: T655059
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Demétrio Sena
Magé - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Demétrio Sena