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A (in)esperada morte de Ágata Terra

Morreu ontem,vinte e cinco de Abril,
às quatorze horas e quinze minutos
Ágata Terra Faria de Arruda
causa:escárnio e fratura exposta.

Saiu na TV,saiu no jornal
Toda a cidade apareceu no enterro
Muitos sorriram,outros choravam
E todos estavam plenamente surpresos.

Ninguém entendia o golpe fatal
dos pais assassinos.Talvez desespero.
Nem perceberam que haviam a matado
Algemas nas mãos,não estavam presos.

Pobre Agatinha,de só treze meses
há menos de dois aprendera a andar
Fora agredida,dividida em metades
Duas partes sem todo,o todo sem nada.

Rezemos por tua alma,para que não fique
vagando sem rumo na área desesperada
Espírito precioso,desejo de todos
é seres rapidamente reencarnada.

(Não ressuscite,reencarne.)

E por favor,perdoe,aura gentil
Alice Terra e Pedro Pequeno.
Era preciso, em fim pueril
ausência de ti pro amadurecimento.

Aposto contigo:daqui a três meses
os dois verão como tu fazes falta
Te inventarão em outros,paixões relâmpago
que só te tornarão ainda mais alta.

Mas lembres de algo
não tenhas pena.
A dor é o cárcere os mudarão por completo.
Não voltes ainda,mesmo que com outro nome
Para que o crescimento seja repleto.

Sei que é duro a ti vê-los ao fim,
posto que és incondicional e perfeita
Mas verás como é bela a colheita,
sábia energia,não sofras assim!

Não entendo,alma doce,por que esse ofício.
Muito violentada,muda sempre de casa
Com a única recompensa de ser o suporte.
Me digas:por que ser tão nobre?
Desdobra-se inteira a gratuito sacrifício:
Serve a humanidade,idiota e ingrata,
conheces constantemente a morte.
Quem mandou seres a ata
do abstrato amor jovem?
Aléxia Machado
Enviado por Aléxia Machado em 16/09/2007
Reeditado em 17/09/2007
Código do texto: T655430

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Sobre a autora
Aléxia Machado
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 26 anos
54 textos (6466 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 19:27)
Aléxia Machado