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Pedestal!

Tirei meus pés para a terra, assim caminhei,
Assim falei aos tempos de tempos já distante,
Troquei o silêncio da folha branca já amassada,
Toda massa que a palavra espaço pedia,
Ah! Tanto falar por esse caminho, assim falei,
De qual tempo alguma vergonha tinha a falar,
Tanto desnudei os pés pelo chão que caminhei,
Olhos, rostos, sem faces também encontrei,
Do falar tanto, retrucar, tantas palavras postei,
Daqueles signos que em cada caminho encontrei,
Alguns sempre bem vindos, outros também,
Mas é bem verdade, poucas disputas entrei,
Tudo com bons olhos sempre que pude mirei,
Nem sempre para entender, ou dizer amém,
Vez por outra, alguns se desarvoram, bem sei,
Pedem gentilezas, protestam, por outros chorei,
Fogem do riscado, Ilha de afogados, assim planta,
Caras amarradas, ora amarguradas, a não palavra,
Até para estes, pequenos lampejos lancei,
Signos dobrados, triplicados, mal indicados, qual irei?
Tudo bem, são também lâminas, não desapontarei,
De tudo que cá chega, vindo de mares distantes,
Na medida que o tempo pega, responder hei,
Não fazendo medidas, nem escolhendo esse daquele,
Nem sempre todos ao mesmo tempo, todos ponderei,
Mesmo sem nada dizer, um textinho encaminhei,
Lá atrás isso já foi dito, é a forma que encontrei,
De ao menos retribuir tudo que me chega & agrada,
Mesmo que nem tudo seja possível, assim mesmo mandei,
Alguns mal entendem, ainda assim bem expliquei,
Alguns menos tempo têm, é verdade, muito lamentei,
De alguns até pedras recebi, outro Jardim eu montei,
Pois desde o princípio, é o castelo que de mim criava,
Com tantas janelas que cada vez abrirei,
Todas as flores, dos espinhos que da pele tirei,
Na paz da amada Ilha para onde naveguei,
Sim, pelo caminho ficaram alguns desatentos,
Outros em desalentos, até uns fora-da-lei,
Mas nem assim vou defenestra-los, apenas sorrirei,
Com muitos, comigo tiveram paciência, também terei,
& ainda se possível, é claro, que a mão estenderei,
Mesmo se houver recusa, ainda assim, entenderei,
Faz parte do bom da vida, ver os vestígios do contra,
Nada de ser dono da verdade, não são apenas palavras,
Cada caminho percorrido, o que falta, estudar irei,
Tanto que tenho que aprender, tanto que nem sei,
Mesmo assim por esses mares que já naveguei,
A palavra continuará a ser cultivada, também já falei,
Para todos, até quem bem apreciar, outra porta abrirei...

Peixão89
19.09.2007
Peixão
Enviado por Peixão em 18/09/2007
Código do texto: T657393
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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