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POESIA À POESIA

Poesia, amanheceu o dia;
Me destes o sol e seus súditos raios,
seus arqueiros e seus inflamados hálitos,
a quentura hidrogênica, seu hábito,
as estações e seus ensaios,
a dose de solar alegria...
A mais, a introvertida rua
por onde passam todos aqueles
que tem sede de encontrar suas
faces esculpidas em sonhos,
a lua...
Um mundo de arames e plumas,
de navios e iates e espumas
que engolfam cascos como o mato
abraça caramujos e a suave bruma
enlaça ciprestes em estradas
por onde a poesia passa...
Uma fartura de palavras
que exalam o que escondem
e o que mostram onde
se escondem os sentidos
mágicos muito além de druidas
além mais de onde a vida
acorda de si e a comer
se faz comida...
Seco ou podre como odre
encostado ao pé da montanha,
o poema vem de longe
a trazer encantamento à matéria,
riqueza à miséria, luz
a quem conduz
a carruagem que canta
enquanto na alma anda
a ranger poesia.

 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 18/09/2007
Reeditado em 18/09/2007
Código do texto: T657514

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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